VAMO3 · VAMOS LOCAÇÃO DE CAMINHÕES, MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS S.A.
Q2 2026 · fonte: VAMO3_2026_Q2.txt · 2026-08-12 · EARNINGS Q&A · issued 2026-08-13
● MIXED
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Insights · 14

risk.executionbm.value_chain FACT  ● neutral
A call marca a transição de comando da companhia: Christian Hahn assume como CEO — mais de 25 anos em ativos pesados, oito deles na Simpar, onde começou como executivo das concessionárias de caminhões da Vamos — e Rodrigo Faria assume como CFO e DRI interino a partir de 17 de agosto, substituindo José Cezário. A estrutura executiva foi reorganizada com foco nas equipes comercial e de ativos usados, e o CEO define sua missão como 'executar e fazer o simples bem feito', dando continuidade à expansão do negócio. É a primeira call da nova gestão, com o CFO em caráter interino.
Christian Hahn
▸ citacao
“I take over as CEO of Vamos with a mission to execute and do simple things right (...) We have reorganized our executive structure with a focus on commercial operations and used asset teams.”
prof.earningsprof.financing_costs FACT  ● positive
O lucro líquido voltou a três dígitos após quatro trimestres, alcançando R$ 101 milhões no 2T26 (+22% vs 2T25), o dobro do reportado no 3T25 — trimestre que a companhia aponta como ponto de inflexão dos resultados —, com três trimestres consecutivos de crescimento sequencial de dois dígitos. A gestão destaca que esse patamar já está praticamente em linha com o 1T25 apesar de um CDI médio 1,4 p.p. mais alto, argumentando que a companhia consegue crescer o lucro sem depender de queda de juros.
Rodrigo Faria
▸ citacao
“net income increased 22% compared to 2Q 2025, reaching BRL 101 million, twice the amount reported in 3Q 2025, which marked the inflection point in our earnings”
cap.structurecap.sources_usesprof.cash_flow FACT  ● positive
A alavancagem para fins de covenant caiu para 3,0x em junho de 2026, menor nível desde 2021 (-0,4x vs junho de 2025 e -0,2x vs março de 2026), antecipando em seis meses o patamar que a companhia esperava atingir organicamente só em dezembro de 2026. A companhia gerou R$ 436 milhões de caixa operacional e reduziu a dívida líquida no mesmo montante de forma orgânica, excluindo dividendos e o aumento de capital privado de R$ 596,6 milhões concluído no fim de maio, apoiada em maior utilização da frota, controle de custos, vendas robustas de seminovos e compras de ativos mantidas baixas. O saldo de cessão de recebíveis já caiu 38% desde o pico de setembro de 2025, contribuindo para levar o índice de 3,7x para 3,24x, e a relação valor da frota/dívida líquida ficou em 1,34x.
Christian Hahn (CEO) e Rodrigo Faria (CFO)
▸ citacao
“we organically reduced net debt by BRL 436 million, excluding dividend payments and the BRL 600 million private capital increase completed at the end of May (...) reaching 3x in June 2026, a level that we had initially expected to reach organically only in December 2026, as disclosed in our guidance”
rev.volumecap.returns FACT  ● positive
A taxa de utilização da frota fechou o 2T26 em 89%, o maior nível desde 2020 e o quarto trimestre consecutivo de melhora, com ganho acumulado de 5,1 p.p. em 12 meses. O ativo imobilizado bruto locado cresceu 8,1% sobre o 2T25, bem acima do crescimento de cerca de 2% do imobilizado bruto total — ou seja, a expansão do resultado vem do uso da frota existente e não de compra de ativos.
Christian Hahn
▸ citacao
“We closed 2Q 2026 with a fleet utilization of 89%, the highest level since 2020 and the fourth consecutive quarter of improvement, with a cumulative increase of 5 percentage points over the period”
cap.returnsprof.margins FACT  ● positive
Os retornos mostram inflexão de alta já em curso: o ROIC dos últimos 12 meses foi de 13,9% em junho de 2026 contra custo da dívida após impostos de 10,4% (spread de 3,5 p.p.), com ROE de 10,7%. Olhando apenas o 2T26, o ROIC atingiu 14,4%, o spread ficou em 4,0 p.p. e o ROE em 13,7%, acima da média dos últimos 12 meses — e ainda com margens de seminovos normalizadas, utilização a ser otimizada e CDI médio de 14,5%.
Rodrigo Faria
▸ citacao
“2Q 2026 shows the highest utilization rate of the last 12 months, and returns show that the upward inflection has already begun. ROIC reached 14.4%, ROIC spread was a positive four percentage points, and ROE 13.7%”
cap.capexbm.customersrev.business_segments FACT  ● positive
O CapEx contratado somou R$ 1,6 bilhão no 2T26, alta de 59,6% sobre o 2T25, revertendo a queda do 1T e levando o primeiro semestre a crescer 13,4%. O trimestre foi marcado por forte demanda do setor de e-commerce, puxada por um cliente líder do segmento; excluído esse setor, a demanda ficou bem diversificada. O CapEx empregado foi de R$ 975 milhões (+4,7%), com R$ 2,0 bilhões no semestre (-10,1%), reflexo da concentração da contratação no 2T e de prazos maiores de entrega dos ativos novos.
Christian Hahn
▸ citacao
“Slide seven brings contracted CapEx, which totaled in 2Q 2026 BRL 1.6 billion, up 59.6% from 2Q 2025. As a result, in the first six months of the year, we reversed the year-over-year decline reported in the first quarter and delivered growth of 13.4%”
cap.returnsbm.customerscap.capex FACT  ● negative
O IRR do CapEx contratado caiu no 2T26, explicado principalmente pela maior concentração entre os clientes contratantes e por prazos de contrato mais curtos — o reverso do contrato de e-commerce que impulsionou o volume, um trade-off explícito entre volume contratado e rentabilidade por contrato. Pelo mesmo motivo (perfil dos contratos de ativos novos de varejo e e-commerce), os ativos usados responderam por 27% do CapEx contratado do trimestre, abaixo do recorde de 44% do 1T26; excluído esse setor, teriam sido 42%.
Christian Hahn
▸ citacao
“As for the reduction in IRR of contracted CapEx 2Q 2026, it is primarily explained by the greater concentration among contracting customers and shorter contract terms”
cap.working_capitalrev.volume FACT  ● positive
O estoque total de ativos caiu 30% em 12 meses, para R$ 2,1 bilhões em junho de 2026, o menor nível desde o 4T22, com queda de 32% no estoque Sempre Novo. O estoque de ativos novos recuou para R$ 327 milhões (menor desde 2020), com giro de 1,6 mês — o mais curto da história da companhia —, e o de seminovos caiu para R$ 1,8 bilhão (menor desde o 3T24), com giro de oito meses. O consumo de estoque via locação e venda somou R$ 1,8 bilhão em 12 meses, equivalente a 59% do saldo de junho de 2025, mais do que suficiente para absorver os R$ 1,6 bilhão de estoque Sempre Novo de então; retomadas e devoluções antecipadas adicionaram R$ 871 milhões ao estoque no período.
Christian Hahn
▸ citacao
“our total inventory balance stood at BRL 2.1 billion in June 2026, the lowest level since 4Q 2022, and 30% below compared to June 2025, with a particularly notable 32% reduction in Sempre Novo inventory”
bm.customersrisk.financial FACT  ● positive
A qualidade da carteira melhorou de forma expressiva: o volume de retomadas e devoluções antecipadas caiu 48,1% vs 2T25 e 3,7% vs 1T26, o melhor nível desde o 3T23, representando 4,1% do ativo imobilizado bruto médio da frota em base anualizada — terceiro trimestre consecutivo abaixo dos 5,5% de 2025. A inadimplência caiu 37% em 12 meses e 12,2% vs o 1T26, para 2,1% da receita líquida de locação, com a companhia adotando postura mais dura e rápida na retomada de ativos, algo viabilizado pela estrutura de seminovos e pelo produto Sempre Novo.
Christian Hahn
▸ citacao
“the volume of repossessed assets declined sharply from 48.1% from 2Q 2025, and 3.7% from 1Q 2026, reaching the best level since 3Q 2023 (...) reaching 2.1% of leasing net revenue”
rev.business_segmentsprof.marginsrev.total FACT  ● positive
A receita líquida de serviços de locação atingiu recorde de R$ 1,1 bilhão no 2T26 (+8,6% vs 2T25), sustentada por maior utilização da frota, frota locada recorde, yields marginais mais altos e reajustes contratuais. O EBITDA de serviços de locação somou R$ 957 milhões (+11%), com margem de 88% (+1,9 p.p. a/a e estável vs 1T26), e o EBIT de serviços foi de R$ 666 milhões (+8,8%), com margem de 61,2%. A margem sequencial poderia ter sido maior não fosse o menor reconhecimento de créditos de PIS/COFINS, decorrente do menor volume de compras de ativos no trimestre.
Christian Hahn
▸ citacao
“net revenue from services reached a new record of BRL 1.1 billion, up 8.6% from 2Q 2025, supported by higher fleet utilization, a record lease fleet, higher marginal yields, and contractual price adjustments”
rev.volumeprof.margins FACT  ● positive
A venda de seminovos cresceu 30% em unidades no 2T26, superando os mercados brasileiros de caminhões, ônibus e implementos novos (FENABRAVE e ANFAVEA) e de caminhões e ônibus usados (FENAUTO), com receita de R$ 358 milhões (+10,6%) e R$ 684 milhões no semestre. As margens seguiram positivas e com baixa volatilidade, ligeiramente acima dos trimestres recentes, o que dá conforto à companhia quanto ao ritmo atual de depreciação; implementos e cavalos mecânicos somaram 50% das vendas (+9 p.p. a/a). A rede chegou a 23 lojas próprias com a abertura da unidade da Serra (ES). A forte demanda por redeployment via Sempre Novo e por extensões de contrato reduziu o estoque esperado de seminovos e, com isso, a necessidade de acelerar mais as vendas.
Christian Hahn
▸ citacao
“In terms of units sold, volume increased 30% compared to 2Q 2025 (...) Sales revenue totaled BRL 358 million, up 10.6% from 2Q 2025”
rev.business_segmentsbm.competitive_differentiationbm.unit_economics FACT  ● positive
Empilhadeiras são o destaque de diversificação: a Vamos é líder de mercado com 6.600 ativos e R$ 1,3 bilhão investidos, com crescimento de dois dígitos em unidades e em ativo imobilizado bruto, puxado pela intralogística. São contratos de prazo médio superior a cinco anos (podendo chegar a dez), o que reduz a relevância do valor residual no IRR e exige maior componente de serviço de manutenção, resultando em yields mais altos. A receita de locação de empilhadeiras cresce mais rápido que a receita total de locação, ampliando sua participação. A exposição a empilhadeiras elétricas — de preço de compra 20% a 25% superior ao das a combustão, mas com menor custo de manutenção e energia — também vem aumentando.
Christian Hahn
▸ citacao
“Vamos is the market leader, with 6,600 assets, representing an investment of BRL 1.3 billion (...) resulting in higher yields”
prof.financing_costscap.structure FACT  ● negative
A despesa financeira líquida foi de R$ 547 milhões no 2T26, alta de 3% vs 2T25 e de 1,1% vs 1T26, pressionada pela indexação à taxa de longo prazo do BNDES (IPCA mais juro real fixo baseado em NTN-B de cinco anos), que subiu mais do que o IPCA no trimestre e mais do que compensou os efeitos positivos da menor dívida líquida, da menor alavancagem e do corte de 25 pontos-base na taxa básica. Ainda assim, o EBIT cresceu mais que a despesa financeira, permitindo o avanço do lucro; o EBITDA consolidado foi recorde, de R$ 972 milhões (+8,4%), e o EBIT de R$ 676 milhões (+5,7%).
Rodrigo Faria
▸ citacao
“In 2Q 2026, net financial expenses total BRL 547 million, up 3% and 1.1% from 2Q 2025 and 1Q 2026. The line is indexed to BNDES's long-term rate”
rev.totalrev.business_segments FACT  ● positive
A receita líquida consolidada cresceu 10,8% no 2T26 ante o 2T25, com crescimento em todos os segmentos. No segmento industrial, 2026 registrou crescimento de volume tanto nas vendas de caminhões, vans e implementos quanto nos projetos de customização BMB.
Rodrigo Faria (CFO interino)
▸ citacao
“Consolidated net revenue increased 10.8% compared to 2Q 2025, with growth across all segments as already discussed. In the industrial segment, 2026 has seen volume growth both in truck, van, trailer sales and in BMB customization projects”

Guidances · 16

cap.structureprof.earnings QUALITATIVE · scope:company · horizon:annual  ● positive
guidance 2026 — reiterado integralmente
A companhia reiterou integralmente o guidance de 2026, afirmando entrar no segundo semestre em posição operacional ainda mais forte do que no início do ano. A geração de resultados e a desalavancagem dependem primordialmente de execução e eficiência operacional — utilização da frota, receita por ativo, controle de custos e despesas, aumento das vendas de seminovos e desenvolvimento de novos produtos —, o que reduz a necessidade de CapEx líquido e permite desalavancar naturalmente.
▸ citacao
“We are confident that we enter the second half of the year in an even stronger operating position than in the beginning of the year. For that reason, we are once again reiterating our guidance.”
rev.volumecap.returns QUANTITATIVE · scope:company · horizon:annual  ● positive
taxa de utilização da frota — 90% em dezembro de 2026
Guidance de taxa de utilização da frota de 90% em dezembro de 2026. Com 89% em junho, a companhia afirma estar bem encaminhada, restando 1 ponto percentual em seis meses; no Q&A a gestão acrescentou que 90% é o ponto médio do guidance, que a utilização está melhor do que o esperado para junho e que vem adicionando quase 1 p.p. por trimestre há quatro ou cinco trimestres.
▸ citacao
“This puts the company well on track to achieve its guidance of 90% by December, as we still have six months remaining the year to gain the additional 1 percentage point in utilization.”
cap.structureprof.cash_flow QUANTITATIVE · scope:company · horizon:annual  ● positive
alavancagem para covenant — 3,0x em dezembro de 2026
O guidance divulgado previa atingir alavancagem para covenant de 3,0x organicamente apenas em dezembro de 2026; a companhia informa ter alcançado esse nível já em junho de 2026 — antecipação de seis meses — e mantém a estratégia de desalavancagem orgânica gradual combinada com crescimento sustentável do negócio.
▸ citacao
“reaching 3x in June 2026, a level that we had initially expected to reach organically only in December 2026, as disclosed in our guidance”
prof.investing_costsprof.margins QUALITATIVE · scope:company · horizon:annual  ● neutral
depreciação da frota — dentro do guidance do ano (taxa implícita de 6,2%)
A depreciação do 2T26, incluindo despesas relacionadas, está dentro do guidance da companhia para o ano, com a taxa implícita consolidada estável em relação ao 1T26, em 6,2% dos ativos totais.
▸ citacao
“when we look at 2Q 2026 depreciation, includes related expenses, we are within our guidance for the year”
cap.capex QUALITATIVE · scope:company · horizon:near-term  ● positive
CapEx empregado — aceleração nos próximos trimestres
A companhia espera que o CapEx empregado acelere nos próximos trimestres, à medida que receber os ativos das montadoras. No 1S26 o CapEx empregado somou R$ 2 bilhões, queda de 10,1% sobre o 1S25, porque a contratação de 2026 se concentrou no segundo trimestre e o maior volume de contratos de ativos novos exige prazos de entrega mais longos.
▸ citacao
“We therefore expect deployed CapEx to accelerate over the coming quarters as we receive the assets from the OEMs.”
cap.capexmacro.demand_environmentbm.customers QUALITATIVE · scope:company · horizon:annual  ● positive
CapEx contratado — menor demanda de sucroenergético compensada por outros setores
Conforme o guidance de 2026, a menor demanda do setor sucroenergético no ano será mais do que compensada por demanda diversificada de outros setores com sazonalidade diferente — o que a companhia afirma ter se confirmado no 2T26, com forte demanda de e-commerce e boa diversificação nos demais setores. TENSÃO FACTUAL a registrar sem reconciliação: no Q&A, a gestão afirmou que o sucroenergético foi 'the sector that contracted the most' em CapEx no primeiro e no segundo trimestres (ver qa_010); as duas falas ficam preservadas como foram ditas.
▸ citacao
“As our 2026 guidance, lower demand from the sugar ethanol sector this year will be more than offset by diversified demand from other sectors with different seasonality.”
prof.cash_flowcap.capex QUALITATIVE · scope:company · horizon:near-term  ● negative
pagamentos de caixa por compra de veículos — aumento nos próximos trimestres
Com o aumento das compras de ativos novos necessário para atender ao maior CapEx contratado do 2T26, os pagamentos de caixa por compra de veículos devem crescer nos próximos trimestres — embora esses investimentos também gerem caixa adicional de locação conforme os ativos forem empregados. A gestão acrescentou no Q&A que, como o CapEx contratado se concentrou no segundo trimestre (e não no primeiro, como em anos anteriores), o consumo de caixa do fim do ano, normalmente menor, será diferente neste ano — algo que classifica como não relevante, dizendo seguir muito confortável com a alavancagem.
▸ citacao
“with increase in new asset purchases expected to meet the higher contracted CapEx in 2Q 2026, cash payments for vehicle purchases will increase over the coming quarters.”
bm.sales_channels QUANTITATIVE · scope:company · horizon:annual  ● positive
rede de lojas de seminovos — mais 4 lojas em 2026 (base de 23)
A rede de lojas de seminovos, hoje com 23 unidades no Brasil (incluindo a recém-aberta em Serra, no Espírito Santo), terá mais quatro lojas abertas ainda neste ano; a gestão destaca que as lojas atuais ainda não estão maduras e têm espaço relevante de crescimento geográfico e de mix de ativos.
▸ citacao
“We do have stores at 23 locations, another four to be opened within this year, and these are stores that are still not fully mature.”
prof.investing_costsprof.margins QUANTITATIVE · scope:company · horizon:medium-term  ● negative
taxa de depreciação implícita — de 6,2% para até 7,5% (caminhões precificados a 7%)
A depreciação de caminhões segue em normalização: saiu de 2,8% anualizados em 2024 para 4,8%, quase o dobro em dois anos, e deve continuar subindo. A companhia já precifica novos contratos depreciando caminhões a 7% ao ano — depreciação contábil, não econômica, mantendo alguma gordura na margem — e indica que, com máquinas e equipamentos em cerca de 11% e mix de 20% máquinas e 80% caminhões, a taxa implícita consolidada de 6,2% pode chegar a 7,5%. Não há previsão de quando isso ocorrerá: depende da velocidade de renovação da frota, das compras de novos, das vendas de seminovos e de quando 100% dos caminhões forem Euro VI.
▸ citacao
“With the 11% of machinery, 20% machinery, 80% trucks, the implied combined rate of 6.2% could get to 7.5%. We do not know when this is going to happen.”
prof.marginsprof.investing_costs QUANTITATIVE · scope:company · horizon:near-term  ● neutral
margem de venda de seminovos — 0% a 1%
A companhia declara 100% de confiança nos preços de venda estimados e afirma estar depreciando os ativos no nível correto para obter margem de 0% a 1% no momento da venda de seminovos, sem esperar margens elevadas dado o momento atual de mercado. O objetivo declarado não é aumentar margem, e sim depreciar no valor certo para vender e fechar o ciclo ou estender o contrato; a diversificação de ativos é apontada como o elemento que sustenta a margem.
▸ citacao
“We believe that we are depreciating at right to have the margin of 0% to 1% at the time of sale. We do not expect to have huge margins in used assets given the current market momentum.”
macro.demand_environmentmacro.cycle QUANTITATIVE · scope:sector · horizon:annual  ● negative
mercado brasileiro de caminhões — queda próxima de 9%
Sobre o mercado brasileiro de caminhões, a gestão afirma acreditar que a queda ficará próxima de 9% e muito perto disso — um mercado em ajuste, com as montadoras enfrentando dificuldades para entregar —, esperando estabilidade em preços e quantidades.
▸ citacao
“The current scenario in our market, we believe that the drop in the truck market is close to 9%. It is going to be very close to that.”
macro.competitive_landscapemacro.cycle QUALITATIVE · scope:sector · horizon:annual  ● neutral
preços de caminhões — acomodação/estabilidade em 2026
A gestão espera acomodação dos preços de caminhões ao longo de 2026: após a escalada iniciada na pandemia e reforçada pela transição de Euro V para Euro VI, os preços estão mais estáveis, com alguns ajustes ao longo do ano, mas nada parecido com o observado nos anos anteriores.
▸ citacao
“Now, recently, prices are more stable. We had some adjustments throughout the year, but nothing as we saw in previous year. So I do believe in the accommodation of prices along this year.”
rev.business_segmentsbm.value_proposition QUALITATIVE · scope:company · horizon:annual  ● positive
Sempre Novo — participação crescente na receita
A tendência declarada é de o produto Sempre Novo aumentar sua participação na receita da companhia, com boa aceitação do mercado e trajetória de alta ao longo deste ano, tanto em novas locações quanto em extensões de contrato. O produto se apoia na maior diversificação de ativos disponíveis (caminhões, tratores, implementos, construção, mineração, agrícolas, florestais e intralogística), em prazos curtos de 12 a 24 meses a custo acessível e no centro de preparação de ativos em Guarulhos.
▸ citacao
“This is something we truly believe it is working very well, and the trend is for Sempre Novo to increase its share in our revenue.”
cap.structurecap.sources_uses QUALITATIVE · scope:company · horizon:near-term  ● positive
dívida líquida — redução e reperfilamento dos vencimentos de 2027/2028
Na gestão de caixa e passivos, a companhia orienta reduzir dívida líquida nos próximos trimestres, deixando de renovar vencimentos e mudando o mix da dívida, além de avaliar o mercado secundário da própria dívida (limitado pela falta de oferta). O foco declarado é endereçar especialmente os vencimentos de 2027 e 2028; a companhia segue captando novas linhas e pré-pagando dívida para otimizar o cronograma de amortização, e o aumento de capital já está sendo colocado a serviço desse objetivo.
▸ citacao
“in the next quarters, you should expect us to reduce some net debt, not renewing maturities (...) we want to address, especially the net debts of 2027 and 2028”
rev.volumemacro.demand_environment QUALITATIVE · scope:company · horizon:near-term  ● positive
vendas de seminovos — desempenho esperado no 3T26
Para os seminovos, a companhia indica movimento melhor à frente: julho teve ritmo de vendas muito bom, o terceiro trimestre costuma ser sazonalmente forte para seminovos e o efeito de postergação de compras causado pelo Mover Brasil se encerrou, com as duas fases do programa fechadas e os recursos esgotados. A gestão ressalva que, como o 3T25 respondeu por 30% das vendas do ano, é preciso esperar o terceiro trimestre para dimensionar 2026.
▸ citacao
“We believe we are going to have a better movement. The third quarter is usually very strong for used assets, and we have the products, we have diversification.”
prof.financing_costscap.structure QUALITATIVE · scope:company · horizon:near-term  ● positive
custo médio ponderado da dívida — CDI+1,7% sem pressão de alta
A gestão afirma não ver, na margem, risco de aumento do custo médio ponderado da dívida, hoje em CDI mais 1,7% em média: as novas emissões saíram em spreads menores (15ª debênture a CDI+2,17% em 23 de março de 2026, contra CDI+2,25% na 13ª e 2,35% nas mais antigas), há espaço para absorver mais Finame — que puxa o custo médio para baixo, enquanto debêntures bilaterais o elevam — e existem conversas bilaterais constantes para refinanciar dívidas com os mesmos credores. As principais agências reiteraram os ratings da companhia e do grupo controlador com perspectiva estável.
▸ citacao
“We do not see marginally any risk to increase the weighted average cost of our debt. That is CDI plus 1.7 on average.”

Q&A · 10

bm.value_chainbm.customersrev.volume
● neutral
QGuilherme Mendes — JPMorgan
Duas perguntas: (i) quais são as prioridades da nova gestão — haverá mudança de estratégia ou será apenas continuidade? (ii) retomadas e devoluções antecipadas melhoraram na comparação trimestral; pede cor sobre a primeira metade do terceiro trimestre.
ANão identificado  confirmationnew_infodireto
Resposta de continuidade: a companhia já vinha em ritmo muito interessante e a ideia é dar sequência a tudo que foi bem feito, fazendo mais e melhor em eficiência operacional, atenção a custos, gestão e giro de ativos e aceleração de entregas, seja vendendo ou locando — o que melhora a taxa de utilização, hoje a principal métrica. Como inovação, cita locações de prazos mais curtos (12 e 24 meses, ou até mensal, semestral e diária), algo que está prestes a se concretizar, e o uso das 23 lojas como ponto de entrega e de devolução. A missão declarada é entregar os planos, aumentar a utilização, construir receita e desalavancar a companhia.
▸ citacao
“The company was already at a very interesting pace, and our idea is to carry on with everything that was very well done in the company.”
ARodrigo Faria  confirmationrisk_flagparcial
Sobre retomadas e devoluções, afirma não ver nada diferente do observado no segundo trimestre e não ter atualizações a dar ao mercado, por ser muito cedo — agosto está apenas começando. Pondera que o segundo semestre ainda terá juros altos, o que pode ser um desafio para a economia brasileira, mas diz não estar vendo, na carteira da companhia, problemas de deterioração de clientes ou de pagamentos que devessem ser compartilhados agora. Não entregou a cor pedida sobre a primeira metade do 3T26.
▸ citacao
“we do not see anything different from what we saw in the second quarter. No updates to bring to the market right now. It is very early.”
rev.business_segmentsrev.volumebm.sales_channels
● positive
QFilipe Nielsen — Citi
Perguntas focadas em seminovos: (i) qual o raciocínio entre locar e vender ativos usados para chegar a uma utilização ótima no fim do ano e como isso evolui no segundo semestre; (ii) os seminovos não avançam mais por causa do programa Mover Brasil, como citado no release, ou porque o retorno da locação de usados está melhor — e como se comportam os prazos de venda; (iii) dada a experiência do novo CEO, o que ele enxerga no segmento e o que pode ser trazido de novo para acelerar a avenida de seminovos na Vamos.
AChristian Hahn — Diretor-Presidente  new_infoparcial
Começa pela última pergunta: o Brasil tem a rodovia como principal meio de transporte, e a penetração dos produtos de locação ainda é muito pequena — 6% a 7% do que é vendido no país por ano vai para locação, contra 25% a 30% em mercados maduros; no mercado de usados, medido pelas transferências de veículos, são cerca de 300 mil veículos por ano com penetração baixíssima de locação, o que configura uma grande avenida de crescimento. A oportunidade é locar usados a preços competitivos e com deployment mais rápido, tanto em novas locações quanto em extensões de contrato; lembra que em outros países ativos são usados por dez anos, enquanto no Brasil o hábito é renovar em cinco ou seis. Ressalva que isso não significa reduzir a venda de seminovos: são 23 lojas, mais quatro a abrir no ano, ainda imaturas, e a diversificação de ativos (agrícolas, mineração, construção, intralogística) permite explorar todas as avenidas — venda, locação e extensão — em momentos distintos. Não endereçou os prazos de venda nem o efeito do Mover Brasil.
▸ citacao
“Today, the penetration of our products, us and other leasing companies, is still very small. 6%, 7% of what is sold in the country a year is for leasing. In mature markets, you are talking about 25%, 30%.”
ANão identificado  new_infoconfirmationdireto
Complementa que o foco é a utilização, porque ela resume tudo: ativo ocioso tem custo financeiro sem gerar caixa, enquanto locar gera caixa e vender abate a dívida da compra do veículo. Afirma que, anualizando o primeiro semestre de 2026 em CapEx de seminovos e extensões, a companhia está inclusive acima do guidance, o que mostra que está recebendo menos ativos de contratos vencidos do que o esperado e locando mais usados — reduzindo a frota disponível para venda. Diz que a utilização está melhor que o esperado para junho, faltando 1 ponto percentual para o ponto médio do guidance em seis meses, com adição de quase 1 p.p. por trimestre há quatro ou cinco trimestres.
▸ citacao
“if you annualize the first half in terms of CapEx, you are going to see that we are even above guidance, which shows that we are receiving less assets from contract maturities as expected, and we are renting more used assets.”
prof.marginsrev.volumemacro.regulation
● neutral
QAndre Ferreira — Bradesco BBI
Duas perguntas: (i) follow-up de seminovos — se o ritmo de julho está mais rápido que o do segundo trimestre, passado o Mover Brasil, e se a margem de caminhões usados (o analista cita 9%; número dele, não da companhia) tende a subir conforme o mix se normaliza; (ii) sobre o contrato de e-commerce, confirmar se o setor representa menos de 5% da receita consolidada — ou seja, houve concentração na contratação de serviços, mas não na receita.
AChristian Hahn — Diretor-Presidente  new_infoparcial
Diz que julho teve ritmo de vendas muito bom, provavelmente acima dos demais meses. Avalia que o Mover Brasil foi um programa muito usado para veículos novos — bancos ofertando a frotistas e recursos rapidamente ocupados pela demanda por ativos novos —, de modo que não afetou tanto os usados, e o fundo se esgotou cedo; com isso, o programa deixa de ser tema. Lembra que o terceiro trimestre costuma ser muito forte para seminovos e que a companhia tem produtos e diversificação. Sobre margens, é enfático: margem não é algo que a companhia busque aumentar — o objetivo é depreciar o produto no valor certo para vendê-lo e fechar o ciclo, ou estender o contrato quando possível, sem voltar às margens de três ou quatro anos atrás, que estavam fora da curva. Não endereçou a pergunta sobre a participação do e-commerce na receita.
▸ citacao
“the margin is not something that we tend to grow or increase. We want to depreciate the product at the right amount to be sold and close the cycle”
ANão identificado  new_inforisk_flagparcial
Complementa com o slide 11: o estoque de seminovos caiu 23%, mas o de implementos e equipamentos rodoviários caiu 55% — ativos de preço menor, dos quais não se pode esperar margens tão boas quanto as de caminhões, entre outros motivos porque o Euro VI atingiu caminhões e cavalos, não os equipamentos rodoviários; por isso a normalização de margem desses ativos será mais rápida que a dos caminhões. Descreve o mercado de equipamentos rodoviários como difícil, com estoque crítico oriundo do transporte de grãos — setor cujos ativos caíam 40% ao ano até o ano passado, com alguma melhora agora pela safra um pouco melhor. Afirma não ver preocupação com depreciação e margens que justifique movimento específico, com a depreciação do trimestre muito parecida com a do primeiro. Sobre o Mover Brasil, rejeita a tese de canibalização das vendas de usados (perfis de comprador distintos): o efeito foi a predisposição de compradores a adiar a decisão à espera do programa, com 98% a 99% dos recursos consumidos por veículos novos e as duas fases já encerradas — o que pesou nas vendas de maio e junho (abril foi o melhor mês do ano) e já melhora em julho. Lembra que o 3T25 respondeu por 30% das vendas do ano, de modo que só o terceiro trimestre dirá como será 2026. Também não endereçou a participação do e-commerce na receita.
▸ citacao
“the inventory of used assets dropped by 23%, but the inventory of equipment and trailers dropped by 55%”
bm.customersrev.business_segmentscap.capex
● positive
QAndre Ferreira — Bradesco BBI
Follow-up: repergunta a confirmação, não respondida na primeira rodada, de que a concentração de e-commerce corresponde a cerca de 5% da receita.
ANão identificado  confirmationnew_infodireto
Confirma: varejo e e-commerce é o nono maior setor da companhia, respondendo por 4,8% da receita (slide 13), enquanto os 37% divulgados referem-se apenas ao CapEx contratado do segundo trimestre, número que se dilui no ano. Acrescenta que os 4,8% devem subir, já que varejo e e-commerce ganharam 1,3 p.p. de participação na receita em 12 meses, ao lado de logística (primeira), serviços, combustível e transporte; os setores diluídos não estão necessariamente perdendo receita, apenas crescendo menos, e os 100 maiores clientes seguem sendo diluídos. Reforça que há demanda de todos os lados para ativos novos e usados e que a companhia fecha os contratos que se encaixam em risco de crédito, tíquete, preço e liquidez do ativo.
▸ citacao
“Here is retail e-commerce. It is the ninth largest sector accounting for 4.8% of our revenues. The 37% that we announced is only for contracted CapEx for the second quarter.”
prof.investing_costsprof.financing_costscap.structure
● neutral
QAlberto Valerio — UBS
Prefaciando que o pior parece ter passado — CapEx contratado subindo, retomadas e devoluções caindo e balanço melhorando com a injeção de capital —, aponta dois pontos de preocupação: (i) depreciação: nos ativos vendidos, o spread ou desconto teria subido para 20%-24% ante 7% no ano passado (números citados pelo analista, não da companhia); em que ponto e a que velocidade isso deve parar? (ii) custo de refinanciamento: como está o pipeline da Vamos para este ano e o próximo, considerando que companhias estão vindo a mercado e os spreads sobre o CDI subiram recentemente, e quais são os custos de financiamento atuais.
ARodrigo Faria  new_inforisk_flagdireto
Sobre depreciação, remete ao gráfico da página 14: em máquinas e equipamentos, há quase cinco trimestres a taxa varia pouco, entre 10,5% e 11,5%, com flutuações conforme o mix (florestal, mineração, construção, empilhadeiras). Em caminhões o processo de normalização continua: de 2,8% anualizados em 2024 para 4,8%, quase o dobro em dois anos, e a alta deve seguir — a companhia já precifica novos contratos depreciando caminhões a 7%, depreciação contábil e não econômica, mantendo alguma gordura na margem. Com máquinas em cerca de 11% e mix de 20% máquinas e 80% caminhões, a taxa implícita combinada de 6,2% pode chegar a 7,5%, sem previsão de quando: depende da velocidade de renovação da frota, das compras de novos, das vendas de usados e de quando 100% dos caminhões forem Euro VI. Sobre funding, cita a 15ª debênture, emitida em 23 de março de 2026 a CDI+2,17%, contra CDI+2,25% na 13ª e 2,35% nas mais antigas, além da oportunidade de refinanciar dívidas com os mesmos credores em conversas bilaterais constantes e da capacidade de absorver mais Finame. Conclui não ver, na margem, risco de aumento do custo médio ponderado da dívida (CDI+1,7%), nem pressão nesse sentido, e lembra que as principais agências reiteraram os ratings da companhia e do grupo controlador com perspectiva estável.
▸ citacao
“the implied combined rate of 6.2% could get to 7.5%. We do not know when this is going to happen.”
prof.marginsmacro.cycleprof.investing_costs
● neutral
QRogério Araújo — Bank of America
Pergunta dirigida ao novo CEO sobre o ciclo de preços de caminhões no Brasil — o analista afirma que nos últimos cinco anos os preços subiram mais de 120% (número dele, não da companhia), o que gerou margens muito altas de seminovos, inclusive para a Vamos no ano passado, e que recentemente a margem está perto de zero, com expectativa de normalização gradual do ciclo. Pede três pontos: (i) a acomodação das margens de caminhões usados na Vamos em 2026 é pontual, por concentração de certos ativos, ou é tendência? (ii) qual o nível de confiança nos preços de venda estimados desses caminhões em 2026 e 2027? (iii) o nível atual de depreciação está em linha com a margem próxima de zero?
AChristian Hahn — Diretor-Presidente  new_infodireto
Reconstrói o histórico: a Vamos entrou no mercado em 2019-2020, veio a pandemia e a alta de preços, e a companhia se beneficiou vendendo em 2022 e 2023, com margens de 20% a 30%, produtos comprados antes; depois vieram nova alta de preços e falta de produto com a transição de Euro V para Euro VI. Diz que recentemente os preços estão mais estáveis, com ajustes ao longo do ano bem menores que os dos anos anteriores, e que acredita na acomodação de preços neste ano. Sobre a confiança no preço de venda, afirma ter 100% de confiança com a depreciação justa já mencionada por Rodrigo, e que a companhia deprecia no nível correto para ter margem de 0% a 1% no momento da venda, sem esperar margens elevadas dado o momento de mercado. Acrescenta que a diversificação de ativos sustenta a margem: houve grande concentração de equipamentos rodoviários e devoluções do agro, que afetaram o resultado, mas caminhões, cavalos mecânicos e implementos sempre ajudaram a equilibrar. Estima queda do mercado de caminhões próxima de 9%, com montadoras enfrentando dificuldades de entrega, e vê mercado estável em preços e quantidade.
▸ citacao
“We believe that we are depreciating at right to have the margin of 0% to 1% at the time of sale. We do not expect to have huge margins in used assets given the current market momentum.”
bm.value_propositionprof.cash_flowcap.structure
● positive
QPedro Tinel — Itaú BBA
Duas perguntas: (i) qual a aceitação do produto Sempre Novo, cuja tendência é de alta — o que mudou do passado para hoje, já que o segmento não performava como agora, e a performance pode melhorar ainda mais com a maior diversificação de ativos? (ii) sobre geração de caixa, com foco na antecipação de recebíveis, quais oportunidades a companhia enxerga nessa frente e o que esperar até o fim do ano.
ANão identificado  new_infoconfirmationdireto
Sobre o Sempre Novo, afirma que o produto está funcionando muito bem e que a tendência é aumentar sua participação na receita, sendo foco e missão da companhia e um dos vetores de melhora da utilização. Explica o conceito: um ativo usado que volta à locação por período menor, dando opções ao cliente — no passado o padrão de mercado era locação mínima de 60 meses, e agora é possível 12 ou 24 meses a custo acessível, por se tratar de produto já usado por três ou quatro anos. Destaca a preparação do ativo devolvido em um centro em Guarulhos, que dá confiança ao cliente e sobrevida ao produto, o nicho de clientes já formado e a diversificação além de caminhões (tratores, implementos, construção, mineração, agrícolas, florestais). Cita ainda as extensões de contrato — o cliente que locou por cinco anos pode estender por mais 12 ou 24 meses conhecendo o ativo — e a vida útil longa dos ativos de intralogística, com locação média acima de cinco anos e casos de oito a dez anos.
▸ citacao
“The Sempre Novo product is a new concept, so it is a used asset that goes back to rental or leasing at a smaller period”
ANão identificado  new_inforisk_flagparcial
Sobre gestão de caixa, diz que a ideia é administrar a dívida líquida não só no prazo, mas também no mix: nos próximos trimestres deve haver redução de dívida líquida, deixando de renovar vencimentos, além de olhar o mercado secundário da própria dívida conforme a liquidez disponível — não é possível comprar tudo o que se quer por falta de oferta —, com foco em endereçar especialmente os vencimentos de 2027 e 2028. Lembra que o aumento de capital já está sendo colocado a serviço e que o caixa vem melhorando via locação e venda de ativos. Ressalva que a geração de caixa do segundo trimestre foi beneficiada pela baixa compra de ativos novos até junho e que as compras devem acelerar até o fim do ano por causa do CapEx contratado, mudando o padrão sazonal de consumo de caixa do fim do ano — sem nada relevante e com a alavancagem confortável. Não tratou especificamente da antecipação/cessão de recebíveis, tema da pergunta.
▸ citacao
“in the next quarters, you should expect us to reduce some net debt, not renewing maturities”
rev.volumerev.business_segments
● neutral
QAfonso Pereira — Securiet Asset Management
Duas perguntas: (i) quais são as taxas de utilização por categoria de ativo — qual o percentual de empilhadeiras, caminhões e cavalos mecânicos, já que as empilhadeiras performaram bem; (ii) qual o impacto do Mover Brasil.
ANão identificado  evasivo
Recusa a abertura: afirma que a taxa de utilização não é algo que a companhia divulgue por tipo de ativo e que, por isso, está limitado para responder à pergunta, pedindo desculpas. Nenhuma abertura, faixa ou ordem de grandeza por categoria foi fornecida, e a pergunta sobre o Mover Brasil não foi endereçada nesta resposta.
▸ citacao
“Utilization rate is not something that we disclose by type of asset. So I'm limited to answer the question. I'm sorry.”
macro.regulationrev.volumemacro.demand_environment
● neutral
QAfonso Pereira — Securiet Asset Management
Follow-up: repergunta qual o impacto do Mover Brasil sobre a locação.
ARodrigo Faria  new_infodireto
Afirma não haver impacto sobre locação ou leasing: o efeito do Mover Brasil foi o atraso das vendas. Dimensiona o programa: primeira fase de R$ 10 bilhões e segunda de R$ 21 bilhões, sendo R$ 1 bilhão para caminhoneiros autônomos, cerca de R$ 30 bilhões no total, contra 122 mil caminhões vendidos no Brasil no ano passado a preço médio de R$ 800 mil a R$ 900 mil — algo entre R$ 97 bilhões e R$ 100 bilhões, de modo que os R$ 30 bilhões equivalem a 30% do mercado, cerca de quatro meses de vendas. Conclui que o programa foi consumido, mas não aumentou a demanda por veículos novos: apenas facilitou o crédito e tornou as vendas mais naturais, com os emplacamentos de caminhões novos da FENABRAVE exatamente no mesmo nível do ano anterior.
▸ citacao
“Move Brasil was consumed, but it did not increase demand for new vehicle sales. It made credit easier. Sales happen more naturally. If you take a look at data from FENABRAVE, registration of new trucks are exactly the same level of last year.”
macro.demand_environmentrev.business_segmentsrisk.macro
● neutral
QLucas Barbosa — Santander — pergunta por escrito
Pergunta enviada por escrito e lida pelo moderador: num cenário em que o agronegócio siga desafiador nos próximos 12 a 18 meses, quanto isso poderia afetar o negócio de seminovos? E a frota disponível para venda, bem como a frota que se espera descomissionar, tem exposição significativa a caminhões pesados e extrapesados?
AChristian Hahn — Diretor-Presidente  confirmationrisk_flagparcial
Afirma que o agronegócio atravessa enorme dificuldade há três anos, mas que não há dúvida de que o segmento vai se recuperar, dado o papel do país como celeiro do mundo — está demorando, mas virá. Lembra que houve forte volume de devoluções em 2023 e 2024 e que os ativos devolvidos do transporte de grãos no Centro-Oeste, muitos tratores e implementos, já foram vendidos. Diz que hoje há alguns contratos ligados ao agronegócio — mais precisamente ao sucroenergético, segmento em que a companhia tem expertise — e que a maior parte desses ativos já teve demanda, já foi vendida ou relocada, sem contratos relevantes no segmento pelo menos nos últimos 18 meses. Não endereçou a parte sobre exposição da frota disponível para venda e a descomissionar a caminhões pesados e extrapesados.
▸ citacao
“We understand that most of the assets already had a demand, were already sold or re-leased. We did not have any major contracts in the segment, at least not in the last 18 months.”
ANão identificado  new_infoconfirmationparcial
Complementa que agronegócio engloba vários setores e que o problema da companhia nos últimos anos foi especificamente o transporte de grãos, que hoje tem participação muito baixa. Ressalta que, embora se fale muito de sucroenergético, esse foi o setor que mais contratou CapEx no primeiro e no segundo trimestres, e que o agronegócio segue com demanda — não parou —, sem nada fora do ordinário sendo percebido. Registre-se a tensão com os prepared remarks, onde a companhia diz que a menor demanda do sucroenergético no ano seria mais do que compensada por outros setores (ver guid_006): as duas falas ficam preservadas como foram ditas, sem reconciliação. Também não endereçou a exposição a caminhões pesados e extrapesados.
▸ citacao
“sugar and ethanol had CapEx in the first and the second quarter, the sector that contracted the most. Agribusiness still has a demand. It has not stopped. We are not feeling anything out of the ordinary.”

Risks

high
Transição de comando em bloco e em momento de inflexão: Christian Hahn faz sua primeira call como CEO e Rodrigo Faria assume como CFO e DRI apenas em caráter interino em 17 de agosto, no lugar de José Cezário, com a estrutura executiva reorganizada — a execução da estratégia de utilização, giro de ativos e desalavancagem passa a depender de uma equipe recém-formada e de um CFO interino.
risk.execution
high
Normalização da depreciação ainda inacabada: a taxa de caminhões saiu de 2,8% anualizados em 2024 para 4,8%, novos contratos já são precificados a 7% e a taxa implícita consolidada de 6,2% pode chegar a 7,5%, sem previsão de quando — pressão estrutural sobre resultado e margens à frente, condicionada à velocidade de renovação da frota e à migração integral para Euro VI.
prof.investing_costs
high
Margem de venda de seminovos calibrada para 0% a 1%, contra 20% a 30% em 2022-2023: o colchão de margem que amortecia o ciclo desapareceu, a companhia afirma explicitamente não esperar margens elevadas dado o momento de mercado e o resultado passa a depender da locação e da acurácia da depreciação contábil.
prof.margins
high
Despesa financeira líquida de R$ 547 milhões (+3% a/a) ainda consome a maior parte do resultado operacional e é indexada à taxa de longo prazo do BNDES (IPCA mais juro real de NTN-B de cinco anos), que subiu mais que o IPCA no trimestre e anulou os efeitos positivos de menor dívida líquida, menor alavancagem e do corte de 25 pontos-base na taxa básica; o CDI médio considerado nas métricas de retorno é de 14,5%.
prof.financing_costs
medium
Perfil de vencimentos de dívida em 2027 e 2028 ainda a ser endereçado, com alavancagem de covenant em 3,0x; a solução depende de janelas de mercado, conversas bilaterais com credores, liquidez do mercado secundário (que a própria companhia diz ser limitada pela falta de oferta) e da capacidade de absorver mais Finame para não elevar o custo médio de CDI+1,7%.
risk.financial
medium
Concentração de clientes na contratação do trimestre: 37% do CapEx contratado do 2T26 veio de varejo e e-commerce, puxado por um único cliente líder do segmento, e a própria companhia atribui a esse fator a queda do IRR do CapEx contratado (maior concentração de clientes e prazos de contrato mais curtos), que também derrubou a participação de seminovos no CapEx contratado de 44% para 27%.
bm.customers
medium
Exposição estrutural ao agronegócio: o setor atravessa três anos de dificuldade, o transporte de grãos concentrou a maior parte das retomadas e devoluções dos últimos anos e o estoque crítico de equipamentos rodoviários vinha desse segmento, com ativos caindo cerca de 40% ao ano até o ano passado. A companhia diz que a participação de grãos hoje é muito baixa e que a recuperação virá, sem prazo definido; sobre o sucroenergético, os prepared remarks apontam menor demanda no ano enquanto no Q&A a gestão afirma ter sido o setor que mais contratou CapEx no 1T e no 2T — as duas falas ficam registradas sem reconciliação.
risk.macro
medium
Juros altos no segundo semestre de 2026 são apontados pela própria gestão como possível desafio para a economia brasileira, ainda que a carteira não mostre deterioração de clientes ou de pagamentos no momento.
risk.macro
medium
Consumo de caixa deve aumentar no segundo semestre: a geração de R$ 436 milhões do trimestre foi beneficiada pela baixa compra de ativos novos até junho e, com a aceleração das compras para atender ao CapEx contratado do 2T26, o padrão sazonal de menor consumo de caixa no fim do ano se inverte.
prof.cash_flow
medium
Dependência das montadoras para converter CapEx contratado em CapEx empregado: a companhia condiciona a aceleração do deployed CapEx ao recebimento dos ativos das OEMs, que a própria gestão diz estarem com dificuldade de entrega, e contratos de ativos novos exigem prazos de deployment mais longos.
bm.key_suppliers
medium
Mercado brasileiro de caminhões com queda estimada pela companhia em cerca de 9% no ano, em processo de ajuste, o que limita o ambiente de demanda tanto para venda de seminovos quanto para novas contratações; o programa Mover Brasil, já encerrado em suas duas fases, adiou decisões de compra de seminovos em maio e junho sem elevar a demanda por veículos novos.
macro.demand_environment
low
Transparência limitada em métricas operacionais: a companhia não divulga taxa de utilização por categoria de ativo, o que impede verificar externamente se o avanço para 89% é homogêneo ou concentrado em segmentos como empilhadeiras.
risk.operational

Participants

GESTÃO
· Christian Hahn — CEO (Diretor-Presidente)
· José Cezário — CFO e Diretor de Relações com Investidores (deixa o cargo em 17 de agosto)
· Rodrigo Faria — Diretor de RI não estatutário; torna-se CFO e DRI interino a partir de 17 de agosto
ANALISTAS
· Guilherme Mendes — JPMorgan
· Filipe Nielsen — Citi
· Andre Ferreira — Bradesco BBI
· Alberto Valerio — UBS
· Rogério Araújo — Bank of America
· Pedro Tinel — Itaú BBA
· Afonso Pereira — Securiet Asset Management
· Lucas Barbosa — Santander (pergunta por escrito)
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