PGMN3 · EMPREENDIMENTOS PAGUE MENOS S.A.
Q2 2026 · fonte: opus-ensemble · 2026-08-07 · EARNINGS Q&A · issued 2026-08-13
● POSITIVE
FILTER

Pulse

Diretividade
0.45
Evasividade
0.00
Sentimento
+0.74
Risco · materialidade
3
high
9
medium
3
low
Sentimento dos insights
positive 8   neutral 3   negative 1
Labels mais discutidos
prof.margins
9
rev.business_segments
5
cap.capex
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prof.operating_costs
4
cap.working_capital
3
bm.competitive_differentiation
2
bm.value_propositionbm.value_chainbm.competitive_differentiationbm.customersbm.sales_channelsbm.key_suppliersbm.unit_economicsrev.volumerev.pricing_powerrev.business_segmentsrev.geographyrev.totalprof.operating_costsprof.financing_costsprof.marginsprof.earningsprof.cash_flowcap.working_capitalcap.allocationcap.structurecap.capexcap.returnsmacro.demand_environmentmacro.competitive_landscapemacro.regulationrisk.operationalrisk.execution

Summary

Margem e ROIC no Pico; Crescimento Cede à Base Forte e à Falha no Digital
A Pague Menos entregou o trimestre mais rentável de sua história — margem EBITDA de 6,5%, ROIC de 21,2% e geração de caixa recorde — enquanto o topo de linha desacelerou para 9,3% a/a contra bases mais fortes, agravado por uma falha de experiência no canal digital assumida pela própria gestão.
overview
O trimestre separa nitidamente rentabilidade de crescimento. Do lado da rentabilidade, a companhia reportou margem EBITDA de 6,5%, recorde histórico, com EBITDA de BRL 281,7 milhões (+15,4% a/a) e BRL 486 milhões no semestre (+23,3%); o lucro líquido subiu 22% no trimestre e 76% no semestre, com LPA de BRL 0,51 (+46% a/a). O fluxo de caixa operacional foi de BRL 188 milhões, contra queima de BRL 30 milhões um ano antes, e BRL 573 milhões em 12 meses (57,5% de conversão de EBITDA), permitindo o 12º trimestre consecutivo de desalavancagem, para 1,8x dívida líquida/EBITDA, e ROIC no pico de 21,2%, com todo o ciclo de investimento autofinanciado. Do lado do crescimento, a receita bruta avançou 9,3% a/a contra comparativos de 14% no 2T24 e 18% no 2T25, com a própria administração afirmando ter entregue menos do que trabalhou para entregar. A qualidade do crescimento, ainda assim, veio de mesmas lojas e volume sem novas aberturas: SSS de 8% contra 5,1% do mercado, volume +2,9% contra -0,8% do mercado, ticket médio +12% e 11º trimestre consecutivo de ganho de share, a 6,7% de participação nacional. O principal detrator foi autoinfligido: uma instabilidade de UX e checkout na plataforma VTEX derrubou vendas de GLP-1, categoria em que 80% das vendas vêm do digital, e a contribuição da categoria para o crescimento caiu de 6,5% no 1T para 3,2% no 2T.
highlights
  • Margem EBITDA de 6,5%, recorde histórico, contra o patamar de pouco mais de 4% em janeiro de 2024; EBITDA de BRL 281,7 milhões (+15,4% a/a) e BRL 486 milhões no semestre (+23,3%).
  • Geração de caixa apontada pelo CFO como o principal destaque: BRL 188 milhões de caixa operacional no trimestre (contra queima de BRL 30 milhões no 2T25), BRL 573 milhões em 12 meses e fluxo de caixa livre de BRL 252 milhões, apesar de quatro dias extras de estoque na transição para o novo CD da Paraíba (cerca de BRL 50 milhões por dia).
  • Décimo segundo trimestre consecutivo de desalavancagem, a 1,8x dívida líquida/EBITDA (-0,8x a/a), e ROIC em pico de 21,2%, com o ciclo de investimento integralmente autofinanciado.
  • Receita bruta +9,3% a/a contra bases de 14% no 2T24 e 18% no 2T25; a gestão declara que não sustentará same-store sales de dois dígitos altos e não fornece guidance formal.
  • Instabilidade de UX e checkout na plataforma VTEX, causada por atualização validada em homologação mas não em produção, prejudicou as vendas de GLP-1 — 80% delas originadas no digital — e reduziu a contribuição da categoria ao crescimento de 6,5% no 1T para 3,2% no 2T; o CEO assumiu a falha publicamente e afirma que o problema já foi corrigido.
  • Diluição de 40 pontos-base nas despesas, com vendas crescendo 4,9% e administrativas 6,6%, sustentada pela centralização de compras não produtivas (de 20% em 2024 para 85% hoje) e economia acumulada de BRL 92 milhões em dois anos.
management
Tom confiante e, em boa medida, autocrítico. A administração abriu espaço para reconhecer que entregou menos do que pretendia no topo de linha e tratou a falha do canal digital de frente, com o CEO relatando em primeira pessoa a tentativa frustrada de compra pelo aplicativo, rejeitando o diagnóstico interno inicial e detalhando a war room montada com o fornecedor. Nas frentes de rentabilidade, caixa e alavancagem, o discurso é assertivo e apoiado em números, com ênfase repetida no autofinanciamento e na continuidade da desalavancagem. A postura muda quando o tema é a magnitude futura: a companhia reitera que não dá guidance, recusa cravar onde ficam os pontos de estabilização de rentabilidade, de ciclo de caixa e de vendas por loja, e não quantifica o impacto das falhas do trimestre sobre as vendas nem a expectativa de perdas para o segundo semestre. Há uma inconsistência interna a registrar: CEO e CFO citaram metas diferentes para a centralização de compras não produtivas ao fim de 2026 — 90% e 95%, respectivamente.
forward looking
A gestão sinaliza normalização do prazo médio de estoque no 3T26, com desmobilização dos quatro dias extras do CD da Paraíba, e alívio das pressões pontuais de margem bruta no segundo semestre à medida que o novo centro de distribuição ganha eficiência; a redução de perdas de estoque e as melhores condições comerciais são apresentadas como ganhos estruturais. Sobre rentabilidade, afirma estar longe do ponto de estabilização, com apenas um terço dos benefícios das nove alavancas trabalhadas desde 2024 já capturados, e mantém a desalavancagem como compromisso a partir de 1,8x. Em alocação de capital, prevê aceleração gradual e seletiva de aberturas (capex de cerca de BRL 1,9 milhão por loja e reformas de BRL 100 mil a BRL 700 mil) sem desacelerar o capex de tecnologia — canais digitais, ERP, sistemas logísticos e adequação à reforma tributária —, jornada que descreve estar pela metade ou menos. Em produto, espera melhora relevante de margem em GLP-1 com a chegada de novos entrantes aprovados pela Anvisa e a seleção das marcas de melhores condições, ampliação de share em genéricos e Farmácia Popular, rollout de marcas próprias ao longo de 2026 e recuperação de OTC. Não há guidance numérico para receita ou margem.

Insights · 12

rev.totalrev.volumemacro.demand_environment FACT  ● neutral
O crescimento desacelerou no trimestre contra bases de comparação progressivamente mais fortes. Jonas citou 8,3% de crescimento e 11% de same-store sales no trimestre, contra 14% no 2T24 e 18% no 2T25; Novais reportou receita bruta +9,3% a/a, acumulando 44,6% em três anos (CAGR de aproximadamente 14%) e 11,7% no primeiro semestre. A administração assume que entregou menos do que trabalhou para entregar e afirma que não é possível sustentar same-store sales de dois dígitos altos com base de comparação forte.
Luiz Novais (CFO e Diretor de Relações com Investidores)
▸ citacao
“Our gross revenue increased by 9.3% year-over-year.”
rev.volumebm.unit_economicsbm.customers FACT  ● positive
A qualidade do crescimento veio de mesmas lojas e de volume, sem abertura de lojas: same-store sales de 8% contra 5,1% do mercado; volume +2,9% enquanto o mercado recuou 0,8%; ticket médio +12%; base total de clientes +2,6% e base de Continuous Care Client (CCC) +6,4%. A venda média por loja chegou a BRL 888 mil contra BRL 809 mil da Abrafarma (IQVIA), com alta de 28,6% em dois anos contra 6,4% da Abrafarma. Os drivers citados foram telemetria (lojas assistidas crescendo cerca de 10%) e as lojas convertidas de bandeira, que responderam por 14% do crescimento.
Luiz Novais (CFO e Diretor de Relações com Investidores)
▸ citacao
“Pague Menos was up 2.9% in volume, much more than the market and the other chains.”
bm.competitive_differentiationrev.geography FACT  ● positive
A Pague Menos completou o 11º trimestre consecutivo de expansão de market share em todas as regiões do Brasil, sem novas aberturas, alcançando 6,7% de participação nacional. O destaque positivo do trimestre foi a região Norte, com ganho de 46 pontos-base contra o 2T25; o maior crescimento foi no Centro-Oeste.
Luiz Novais (CFO e Diretor de Relações com Investidores)
▸ citacao
“We are in our 11th consecutive quarter of share expansion without new openings in all regions in Brazil.”
rev.business_segmentsrev.pricing_powermacro.competitive_landscape FACT  ● neutral
A categoria de GLP-1 contribuiu menos para o crescimento: passou de 6,5% do crescimento no 1T para 3,2% no 2T (queda de 3,3 p.p.), com penetração recuando de 9,2% no 4T para 9,1% no 1T e caindo no 2T, já em recuperação para 8,5% em 29 de julho. O trimestre teve disputa de preço relevante em abril e maio: a semaglutida teve redução média de preço de 50% com incremento de volume de 155%, e a tirzepatida redução de 23% de preço com aumento de 60% de volume. A Anvisa aprovou mais cinco produtos e há mais quatro na fila.
Luiz Novais (CFO e Diretor de Relações com Investidores)
▸ citacao
“In quarter one, GLP-1 accounted for 6.5% of our growth, and in quarter two, 3.2%.”
risk.operationalbm.sales_channelsrev.business_segments RISK  ● negative
Falha de experiência no canal digital foi apontada pela própria administração como o principal fator do crescimento abaixo do desejado: uma instabilidade de UX/checkout na plataforma VTEX prejudicou as vendas de GLP-1, categoria em que 80% das vendas da companhia vêm do digital por causa do desconto no preço online. Jonas assumiu o erro ('nosso maior concorrente fomos nós mesmos'), afirmou que a empresa deveria ter investido mais em infraestrutura depois de trazer 2,4 milhões de clientes adicionais em dois anos (chegando a 24 milhões) e disse que o problema já foi corrigido junto à VTEX.
Jonas Marques (CEO)
▸ citacao
“This caused a worse experience in the digital UX, that had an impact on GLP-1 sales. Why? Because 80% of our GLP-1 sales come from digital because there's a discount.”
prof.marginsprof.operating_costsbm.key_suppliers FACT  ● neutral
A margem bruta sofreu cerca de 50 pontos-base de pressão no trimestre, vinda de efeitos não caixa (AVP) e do período pré-aumento de preços, ambos classificados pela gestão como pontuais. Essa pressão foi quase integralmente neutralizada pela redução de perdas de estoque (melhora de 30 pontos-base contra o 2T25) e pela melhora das condições comerciais, apresentadas como mudanças estruturais que devem permanecer nos próximos trimestres.
Luiz Novais (CFO e Diretor de Relações com Investidores)
▸ citacao
“This quarter, we had a relevant pressure of non-cash effects, AVP, and also pressure from the pre-price increase period.”
prof.operating_costsprof.marginsbm.value_chain FACT  ● positive
Diluição de 40 pontos-base nas despesas, com despesas de vendas crescendo próximo da inflação (4,9%) e administrativas 6,6%. O motor é a centralização das compras não produtivas: Jonas afirmou que o percentual passou de 20% em 2024 para 85% neste ano, com meta de fechar o ano em 90% e economia acumulada de BRL 92 milhões em dois anos; Novais detalhou que até o fim de 2024 apenas cerca de 30% das compras não produtivas tinham concorrência estruturada, chegando a 70%-75% em 2025, com economia de cerca de BRL 28 milhões em 2025 e cerca de BRL 60 milhões no ano anterior. A companhia dobrou o EBITDA em dois anos.
Luiz Novais (CFO e Diretor de Relações com Investidores)
▸ citacao
“One of the top three best news in the quarter, dilution of 40 basis points in our expenses.”
prof.marginsprof.operating_costsbm.competitive_differentiation FACT  ● positive
Margem EBITDA de 6,5%, recorde histórico da companhia, contra o patamar de 'quatro e pouco por cento' quando o CEO assumiu em janeiro de 2024, fechando o gap de rentabilidade apontado pelo mercado frente aos principais concorrentes. Em termos nominais o EBITDA cresceu 15,4%, para BRL 281,7 milhões, resultado de alavancagem operacional e diluição de despesas. No primeiro semestre o EBITDA ajustado subiu 23,3%, alcançando BRL 486 milhões.
Luiz Novais (CFO e Diretor de Relações com Investidores)
▸ citacao
“On slide 16, as a consequence of all this, one of the best highlights of the quarter is 6.5% of EBITDA margin, a historical record for us.”
prof.earningsprof.financing_costs FACT  ● positive
Lucro líquido cresceu 22% no trimestre e 76% no primeiro semestre (76,3% segundo Jonas), com lucro por ação de BRL 0,51 no 2T, alta de 46% no LPA médio a/a. A companhia atribui a evolução à melhora do resultado operacional, à redução da alavancagem e ao controle dos investimentos, e diz ter boas perspectivas para o indicador, apesar dos juros altos que estão acima do que a empresa gostaria.
Luiz Novais (CFO e Diretor de Relações com Investidores)
▸ citacao
“We finished the quarter two with BRL 0.51 per share in earnings. 46% increase in the average earnings per share of the company year-over-year.”
prof.cash_flowcap.working_capital FACT  ● positive
Geração de caixa recorde e apontada pelo CFO como o principal destaque do trimestre: fluxo de caixa operacional de BRL 188 milhões no trimestre, contra queima de BRL 30 milhões no mesmo período do ano anterior, e BRL 573 milhões nos últimos 12 meses, equivalente a 57,5% de conversão de EBITDA. O fluxo de caixa livre foi de BRL 252 milhões e, no semestre, a geração de caixa cresceu 392%, alcançando BRL 125 milhões. O número foi entregue apesar de quatro dias extras de estoque investidos na transição para o novo CD da Paraíba, cada dia valendo cerca de BRL 50 milhões (aproximadamente BRL 200 milhões a mais de caixa sem esse investimento), com normalização esperada no 3T.
Luiz Novais (CFO e Diretor de Relações com Investidores)
▸ citacao
“The total was BRL 573 million in quarter two in the past 12 months, which means 57.5% EBITDA conversion.”
cap.structureprof.cash_flow FACT  ● positive
Décimo segundo trimestre consecutivo de desalavancagem, encerrando o trimestre em 1,8x dívida líquida/EBITDA, redução de 0,1x contra o 1T e de 0,8x contra o ano anterior. No início de 2023 o indicador estava acima de 5x, quando havia parcelas a pagar da aquisição da Extrafarma e endividamento mais alto. A administração destaca o feito num ambiente de juros altos.
Luiz Novais (CFO e Diretor de Relações com Investidores)
▸ citacao
“We've ended the quarter with 1.8x the EBITDA. Reduction of 0.1x versus quarter one, 0.8x versus last year.”
cap.returnsprof.marginscap.working_capital FACT  ● positive
O ROIC atingiu pico de 21,2% no trimestre, resultado combinado de melhor rentabilidade, otimização do capital de giro e disciplina de alocação de capital, com a gestão destacando que todo o ciclo de investimento foi autofinanciado, sem necessidade de captação adicional de recursos.
Luiz Novais (CFO e Diretor de Relações com Investidores)
▸ citacao
“My last slide, I'd like to close talking about our ROIC, which also peaked at 21.2%.”

Guidances · 19

prof.operating_costsbm.value_chain QUANTITATIVE · scope:company · horizon:annual  ● positive
percentual das compras não produtivas passando pela área centralizada de procurement: 90% ao fim de 2026 (de 20% em 2024 e 85% hoje)
Jonas afirmou que a companhia encerrará 2026 com 90% de todas as concorrências, leilões e negociações de fornecedores não produtivos passando pela área centralizada de compras, partindo de 20% em 2024 e de 85% no patamar atual.
▸ citacao
“This year, we are at 85% of our expenses, and we will finish the year at 90% of all the bids and auctions and negotiations going through this very well-structured area with a very robust process.”
prof.operating_costsbm.key_suppliersprof.margins QUANTITATIVE · scope:company · horizon:annual  ● positive
percentual de compras não produtivas via time de procurement: 95% ao fim de 2026
Novais indicou meta de encerrar 2026 com 95% das compras não produtivas passando pelo time de procurement, contra cerca de 30% até o fim de 2024 e 70%-75% em 2025. Note-se que o número citado pelo CFO (95%) difere do citado pelo CEO (90%) na mesma call.
▸ citacao
“In 2026, we want to finish the year with 95% of non-productive procurement going through our procurement team, which has been capturing a lot of benefits in reducing our expenses.”
cap.working_capitalprof.cash_flow QUALITATIVE · scope:company · horizon:near-term  ● positive
normalização do prazo médio de estoque e desmobilização de 4 dias extras (~BRL 50 milhões por dia) no 3T26
O prazo médio de estoque deve normalizar e estabilizar no 3T26, com desmobilização dos quatro dias extras de estoque investidos na transição do CD da Paraíba, o que deve ajudar a gerar caixa no trimestre. Cada dia de estoque equivale a cerca de BRL 50 milhões.
▸ citacao
“Payables were stable, and this average inventory time should be normalized. It should stabilize in quarter three this year.”
prof.marginsbm.value_chain QUALITATIVE · scope:company · horizon:near-term  ● positive
normalização das pressões sobre a margem bruta no 2S26 via eficiência do CD da Paraíba
O novo CD da Paraíba trará a normalização das pressões sobre a margem bruta no segundo semestre, porque o centro de distribuição já está ganhando eficiência.
▸ citacao
“About the Paraiba DC, the new DC will give us normalization of the pressures on our gross margin in the second half because the DC is already gaining efficiency.”
prof.marginsprof.operating_costs QUALITATIVE · scope:company · horizon:near-term  ● positive
permanência estrutural do ganho de perdas de estoque (30 p.b.) e das melhores condições comerciais nos próximos trimestres
As melhorias em perdas de estoque e em condições comerciais são mudanças estruturais que devem permanecer nos próximos trimestres, ao contrário das pressões pontuais de margem do 2T.
▸ citacao
“The improvement that we had in our stock losses and the commercial conditions, they are structural changes that will remain in the upcoming quarters.”
prof.operating_costsprof.margins QUALITATIVE · scope:company · horizon:near-term  ● positive
Continuidade da redução das perdas de estoque no 2S26
A redução de perdas de estoque continuará: a companhia diz já estar em bons níveis, mas com espaço para melhorar; perdas e despesas são as duas prioridades pessoais do executivo para o ano.
▸ citacao
“We are already at very good levels, but we will keep working to improve even further. There's still room for improvement.”
bm.competitive_differentiationrev.total QUALITATIVE · scope:company · horizon:near-term  ● neutral
Ganho contínuo de market share; SSS de dois dígitos altos não sustentável
A companhia não fornece guidance formal, mas sinalizou que não sustentará crescimento de mesmas lojas em dois dígitos altos diante da base de comparação mais forte; o compromisso é continuar ganhando market share e crescer o máximo possível.
▸ citacao
“We cannot support a high double digit same store sales with a strong comparison base. We will continue to gain market share and grow as much as possible without giving you guidance.”
bm.unit_economicsbm.competitive_differentiationprof.margins QUALITATIVE · scope:company · horizon:medium-term  ● positive
vendas médias por loja vs mercado
O objetivo declarado para vendas médias por loja é continuar crescendo acima do mercado, mesmo sem novas inaugurações, com muito espaço para aumentar as vendas nas lojas existentes e melhorar as margens — reiterando que a companhia não dá guidance numérico.
▸ citacao
“Average sales per store, our objective is to continue to grow above the market.”
prof.marginsprof.operating_costs QUALITATIVE · scope:company · horizon:medium-term  ● positive
expansão contínua de rentabilidade; nove alavancas com apenas ~1/3 dos benefícios capturados até aqui
A companhia afirma estar em jornada de expansão de rentabilidade e longe do ponto de estabilização: são nove alavancas trabalhadas desde 2024 (procurement, estrutura organizacional, otimização logística, pricing, entre outras) das quais apenas um terço dos benefícios foi capturado, restando muito a capturar no futuro.
▸ citacao
“The company has nine levers that it's been working on since 2024, and we have captured one-third of the benefits from these levers, but we still have a lot to capture in the future.”
cap.working_capitalbm.key_suppliersprof.cash_flow QUALITATIVE · scope:company · horizon:medium-term  ● positive
Melhoria nos três componentes do ciclo de caixa (recebíveis, estoques, fornecedores)
Há oportunidades nos três componentes do ciclo de caixa: redução do parcelamento oferecido ao cliente para encurtar recebíveis, corte de itens de baixo giro nos estoques e alongamento de prazos de pagamento — este último favorecido pela entrada da indústria de genéricos em GLP-1, que oferece condições melhores que a indústria de referência. A gestão diz ser difícil apontar onde ficará o patamar de estabilização.
▸ citacao
“It's very hard to say where we will reach a flat point, but I can tell you that we have good opportunities in the three components of our cash cycle.”
cap.structurecap.working_capital QUALITATIVE · scope:company · horizon:medium-term  ● positive
Continuidade da desalavancagem a partir de 1,8x dívida líquida/EBITDA
A desalavancagem segue como compromisso explícito da gestão a partir de 1,8x, apoiada na normalização dos estoques e na eliminação de estoque em excesso para ganhar produtividade no CD da Paraíba.
▸ citacao
“Operating deleverage is a commitment that we have. We're delivering more than the delivery guys. Yes, here we promise and we deliver.”
cap.capexcap.allocation QUALITATIVE · scope:company · horizon:medium-term  ● positive
ritmo de aberturas de lojas
Aceleração gradual e seletiva da abertura de lojas como prioridade estratégica, sem aberturas aleatórias e com assertividade crescente nas últimas cinco safras de lojas — a companhia afirma abrir lojas que se tornam 'milionárias' em cinco meses, sem revelar as praças por questão competitiva.
▸ citacao
“Gradual acceleration of store openings.”
cap.capexcap.allocation QUANTITATIVE · scope:company · horizon:medium-term  ● neutral
capex por nova loja de ~BRL 1,9 milhão; reformas de BRL 100 mil a BRL 600-700 mil por loja
Métricas de capex por loja projetadas para frente, em linha com a média já observada: cerca de BRL 1,9 milhão por nova loja e reformas variando de BRL 100 mil, para intervenções simples, até BRL 600 mil a BRL 700 mil por reforma estrutural mais complexa.
▸ citacao
“We invest about BRL 1.9 million in every new store.”
cap.capexmacro.regulationcap.allocation QUALITATIVE · scope:company · horizon:medium-term  ● neutral
capex de tecnologia e infraestrutura
O capex de tecnologia e infraestrutura não deve desacelerar; ao contrário, a companhia pretende acelerar os investimentos em canais digitais, ERP, sistemas logísticos e infraestrutura tecnológica, incluindo adequações exigidas pela reforma tributária, sempre balanceando com a abertura de lojas.
▸ citacao
“We should accelerate our investments in infrastructure, and as you heard from Jonas, always balancing our investment categories.”
rev.business_segmentsbm.value_propositionprof.margins QUALITATIVE · scope:company · horizon:annual  ● positive
marcas próprias — rollout e crescimento
Investimento em projetos estruturantes e rollout na linha de marcas próprias, com a companhia sinalizando muitas novidades ao longo de 2026 no sortimento de marca própria e alta expectativa de crescimento na categoria.
▸ citacao
“We want to invest in structuring projects or rollout of structuring projects in our private labels. You're going to hear a lot of news this year about our private label supply.”
prof.marginsmacro.competitive_landscaperev.business_segments QUALITATIVE · scope:company · horizon:medium-term  ● positive
melhora de margem e maior oferta de produtos na categoria GLP-1 com a entrada de novos concorrentes
Com mais concorrência na categoria de GLP-1 — Anvisa aprovou mais cinco produtos e há mais quatro na fila —, a companhia espera melhora de suas margens e maior oferta de produtos. A concorrência no segmento deve aumentar daqui para frente.
▸ citacao
“With more competition in this category, we tend to see an improvement in our margins and a greatest product offer.”
prof.marginsrev.volumebm.key_suppliers QUALITATIVE · scope:company · horizon:medium-term  ● positive
melhora relevante da margem bruta e do volume em GLP-1 com a seleção de fornecedores entre os novos entrantes
Em GLP-1 o lucro por caixa caiu (a referência tinha margem de 17% com ticket maior; os similares têm margem levemente melhor porém com ticket muito menor), mas a companhia projeta melhora relevante de margem bruta com os novos entrantes, já que não há espaço para vender cinco marcas na loja e serão escolhidas as de melhores condições, além de melhora de volume por acesso e disponibilidade e de novas reduções de preço.
▸ citacao
“we probably will see a relevant improvement in the margin because there's no room for us to sell five different brands or five different products in our stores”
rev.business_segmentsprof.marginsbm.customers QUALITATIVE · scope:company · horizon:medium-term  ● positive
ampliação do market share e da penetração na categoria de genéricos
Em genéricos a companhia vê espaço para ampliar share, apoiada na entrada de novas farmacêuticas em GLP-1 e no perfil de clientes de classes socioeconômicas mais baixas. No programa Farmácia Popular a participação já dobrou, de 2% para pouco mais de 4% das vendas totais, e a empresa afirma haver muito espaço para maior penetração na categoria, que entrega bom lucro bruto e margem percentual melhor que a de medicamentos de marca.
▸ citacao
“We believe that we have room to improve our share in this category.”
rev.business_segmentsmacro.demand_environment QUALITATIVE · scope:company · horizon:medium-term  ● positive
recuperação e perspectiva positiva da categoria OTC
Para OTC (medicamentos isentos de prescrição), categoria que menos cresceu no trimestre e que tem comportamento sazonal (inverno menos frio neste ano), a companhia declara expectativas muito boas e perspectiva positiva para o futuro, sem diferenças regionais relevantes identificadas.
▸ citacao
“it's a category with very good expectations, very positive outlook for the future”

Q&A · 7

rev.business_segmentsprof.marginsmacro.competitive_landscape
● positive
QDanniela Eiger — XP
Duas perguntas. Primeira: sobre GLP-1, qual a evolução marginal da rentabilidade da categoria à medida que a nova demanda se destrava, considerando que drogas mais antigas já mostram melhora de margem e que há novos entrantes e negociações de posicionamento em curso. Segunda: sobre a desaceleração além do efeito pontual de GLP-1 e base de comparação, como está o perfil do consumidor num cenário macro mais desafiador e o que a companhia faz nas demais categorias para compensar.
AJonas Marques — CEO  new_inforisk_flagdireto
A concorrência é bem-vinda: Novo Nordisk e Lilly, antes praticamente sozinhas, agora enfrentam EMS, Eurofarma e mais cinco produtos aprovados. As farmacêuticas lançaram combos (inclusive Mounjaro KwikPen), que estão funcionando. A elasticidade de preço é comprovada nos números da rede: no caso do Ozivy, o preço caiu 50% e o volume subiu 100,8% de imediato; o Ozempic vive em falta apesar de a EMS produzir 700 mil unidades/mês. Como o varejo não terá as cinco marcas nas lojas — apenas duas ou três — a competição entre laboratórios deve recompor as margens do varejo. Ressalvas: pressão de margem pela migração ao genérico, furto e necessidade de ampliar a cadeia de frio; a companhia se diz beneficiada por estar distante do Paraguai.
▸ citacao
“This will create competition that will improve the margins for retail.”
ALuiz Novais — CFO e Diretor de Relações com Investidores  new_infoconfirmationdireto
Sobre mercado e categorias, diz que o setor é privilegiado por crescer 10% mesmo desacelerando e que a Pague Menos cresce acima do mercado sem novas aberturas. Detalha: +15% em genéricos, +10% em higiene e beleza e menos em OTC, com ganho de share em praticamente todas as categorias e regiões. Aponta a lição de casa pendente: volume relevante de lojas ainda a incluir na dinâmica de telemetria, transformação da marca própria e canais digitais.
▸ citacao
“I'm sure you heard that we grew 15% in generics, 10% in personal care and beauty, a little less in over-the-counter, we're gaining share in practically all the categories.”
cap.capexprof.marginscap.allocation
● positive
QLucas Esteves — Santander
Duas perguntas: (1) quanto espaço ainda existe para adicionar eficiência no curto prazo, em alavancagem operacional e em vendas mensais por loja, e onde a companhia pretende chegar com essa métrica nos próximos 12 meses; (2) sobre capex, quais iniciativas explicam o componente de tecnologia ainda acima do esperado, quando esperar redução desse nível, e qual o investimento médio por nova loja e por reforma como projeção futura.
ALuiz Novais — CFO e Diretor de Relações com Investidores  new_infoguidance_updateparcial
Afirma que a companhia está longe do ponto de estabilização de rentabilidade: das nove alavancas trabalhadas desde 2024, apenas um terço dos benefícios foi capturado, com frentes em procurement, estrutura organizacional, otimização logística e pricing. Sobre vendas por loja, recusa dar número ('we do not give guidance'), afirmando apenas o objetivo de crescer acima do mercado sem novas inaugurações. Sobre capex, diz estar na metade ou nem isso da jornada, com muito a fazer em canais digitais, ERP, sistemas logísticos, infraestrutura de tecnologia e adequação à reforma tributária — os investimentos devem acelerar, não desacelerar. Dá as métricas: ~R$ 1,9 milhão por nova loja e R$ 100 mil a R$ 600-700 mil por reforma conforme o nível de intervenção.
▸ citacao
“The company has nine levers that it's been working on since 2024, and we have captured one-third of the benefits from these levers, but we still have a lot to capture in the future”
AJonas Marques — CEO  new_infoparcial
Complementa contextualizando o ciclo de capex: desde o início de 2024 a companhia lançou nova marca e reformou mais de 500 lojas no primeiro ano, exigindo capex muito superior ao atual em 45 anos de história. Rejeita a lógica de curto prazo de abrir lojas para adicionar 5% de crescimento e tirar o foco da alavancagem, e destaca o orgulho de não precisar de dinheiro extra para financiar investimentos, tendo dobrado o EBITDA. Reforça cultura de despesas com exemplos operacionais e anuncia a contratação de Fernando Schneider (tecnologia) e Marcel Desco (novo CMO).
▸ citacao
“I'm also proud, together with Novais and the rest of the team, we're very proud of not having to ask for extra money for self-funding to fund our investment.”
cap.working_capitalbm.customersrev.volume
● positive
QRodrigo Gastim — Itaú BBA
Duas perguntas: (1) sobre capital de giro, considerando o impacto do CD da Paraíba, onde a companhia mira o ciclo de caixa recorrente (hoje em torno de 60 e ajustado talvez 65 dias) e quanto ainda pode entregar; (2) sobre GLP-1, se a elasticidade vista em julho, num contexto em que a maioria das empresas vendeu em combo em junho e julho, se traduz em usuários realmente novos ou em canibalização da base de clientes existente.
ALuiz Novais — CFO e Diretor de Relações com Investidores  new_infoparcial
Sobre capital de giro, diz haver espaço nos três indicadores: no prazo médio de pagamento está revisitando condições comerciais e reduzindo parcelamento oferecido ao cliente (reconhecendo o alto endividamento da população); em estoque, a maior alavanca, ainda há muitos itens de baixo giro a eliminar apesar do trabalho feito desde o fim de 2024; e em prazo de fornecedor, a entrada de genéricos em GLP-1 traz condições melhores que a indústria de referência, além da negociação contínua do time comercial. Não crava onde está o ponto de estabilização. Sobre GLP-1, afirma que mais de 80% do volume adicional vem de clientes novos e que menos de 5% da base usa a categoria, indicando enorme potencial.
▸ citacao
“It's very hard to say where we will reach a flat point, but I can tell you that we have good opportunities in the three components of our cash cycle.”
AJonas Marques — CEO  new_infoconfirmationdireto
Confirma e quantifica o ponto de novos clientes: 84% dos clientes que iniciaram tratamento com Pouvistra e Ozivy nunca haviam comprado com a Pague Menos, ressaltando que não se sabe se compravam de outras marcas ou lojas, mas que o número é expressivo.
▸ citacao
“As Novais said, 84% of the clients that started on Pouvistra and Ozivy, 84% that never bought with us.”
risk.operationalbm.sales_channelsrev.business_segments
● neutral
QYan Cesquim — BTG Pactual
Duas perguntas. (1) Sobre GLP-1 e as instabilidades de UX do trimestre: foi sobrecarga de sistema, instabilidade ou ruptura de estoque? Qual foi a contribuição da categoria e como isso evoluiu ao longo do trimestre, já que os primeiros meses teriam sido mais desafiadores? (2) Sobre OTC: a desaceleração deve atingir toda a indústria e é expressiva — como a categoria se comporta nas diferentes regiões de atuação, há diferenças relevantes entre Nordeste e Sudeste, e o que esperar da categoria à frente?
AJonas Marques — CEO  new_inforisk_flagdireto
Relata em primeira pessoa a falha: tentou comprar Mounjaro pelo aplicativo e não conseguiu concluir o pagamento por problema de autenticação. A primeira resposta interna — 200 clientes afetados por cinco minutos — não foi aceita; organizou-se imediatamente uma war room com a VTEX, revelando que o problema atingiu muito mais clientes e ocorreu várias vezes no dia, no checkout e na autenticação de PBM. A causa raiz foi uma atualização da VTEX que funcionou em ambiente de teste mas não em produção. Reafirma que as duas alternativas são ter um grande parceiro ou app próprio (que leva tempo), e que a VTEX virá a Fortaleza para garantir que não se repita.
▸ citacao
“One of the things that generated the problem was an update that was made from VTEX. It worked on the testing environment, but not the production environment.”
ALuiz Novais — CFO e Diretor de Relações com Investidores  confirmationparcial
Novais afirma não ter os números regionais de OTC, mas diz que a companhia ganhou share na categoria no Brasil, mesmo sendo a que menos cresceu no trimestre em relação a genéricos, referência e marca. Atribui o comportamento à sazonalidade — o inverno do ano passado teria sido mais frio que o deste ano — e diz não haver diferenças regionais até onde se sabe, com desaceleração maior neste trimestre mas expectativas muito boas para a categoria.
▸ citacao
“Yan, I don't have the regional numbers for OTC, but what I can tell you is that in Brazil, we gained share in this category”
rev.geographyrev.business_segmentsbm.customers
● positive
QTales Granello — Safra
Pede mais detalhes sobre o desempenho por região, sobre quanto os problemas do trimestre afetaram as vendas e, considerando o posicionamento em genéricos e o mix crescente de medicamentos de marca com preços melhores, se a companhia conseguirá manter ou ainda expandir seu share na categoria adiante.
ALuiz Novais — CFO e Diretor de Relações com Investidores  new_infoconfirmationparcial
Nas regiões, Norte e Nordeste cresceram um pouco menos que as demais neste trimestre, mas todas as regiões cresceram mais no 2T que no 1T; num horizonte mais longo o Nordeste cresceu mais que as outras e não há fatores estruturais ou mudanças de tendência regional, com expectativa muito positiva para a região por ser a de menor saturação e com grande espaço de consolidação. Em genéricos, vê excelentes perspectivas com a chegada das novas farmacêuticas ao GLP-1 e, mesmo fora dessa categoria, espaço para ampliar share por atender majoritariamente classes socioeconômicas mais baixas. No programa Farmácia Popular a participação dobrou, indo de 2% para pouco mais de 4% das vendas totais, e a categoria entrega bom lucro bruto e margem percentual melhor que a de medicamentos de marca. Não quantificou o impacto dos problemas do trimestre sobre as vendas.
▸ citacao
“About the regions, this quarter, we saw a slightly lower growth in the north and northeast compared with the other regions.”
prof.marginsrev.business_segmentsmacro.competitive_landscape
● neutral
QVinícius Strano — UBS
Duas perguntas: (1) como fica o lucro bruto por categoria considerando tirzepatida e semaglutida com quebras de patente e novos entrantes, à luz dos gráficos de ticket médio e evolução de volume apresentados; (2) quais os principais drivers da aceleração de crescimento em beleza e higiene pessoal e como a companhia enxerga a concorrência no e-commerce desse segmento.
ALuiz Novais — CFO e Diretor de Relações com Investidores  new_infodireto
Em GLP-1, explica que o lucro líquido por cartucho caiu: o medicamento de referência tinha margem de 17% com ticket mais alto, enquanto os similares oferecem margem percentual um pouco melhor mas com ticket muito menor, resultando em lucro por unidade menor. Com os novos laboratórios, espera melhora relevante de margem (a rede escolherá as duas ou três marcas de melhores condições), mais volume por acesso e disponibilidade, e ainda espaço para novas reduções de preço. Em higiene e beleza, atribui a melhora ao trabalho dos times comercial e de operações, ao aniversário Pague Menos em maio com forte investimento em campanha e 'killer prices', e afirma competir bem inclusive com players mais fortes no online graças à proximidade com a indústria e à agressividade promocional, ganhando share na categoria.
▸ citacao
“About GLP-1, the net profit per carton is lower now. The reference was a margin of 17% with a higher ticket.”
prof.marginsprof.operating_costsbm.key_suppliers
● positive
QHenrique Spavieri — Bradesco BBI
Duas perguntas sobre margem: (1) quais foram exatamente as condições comerciais que ajudaram a melhorar a margem no 2T e se estão relacionadas a GLP-1; (2) se a redução de perdas de estoque também está ligada ao furto de GLP-1 e o que esperar dessa linha no segundo semestre.
ALuiz Novais — CFO e Diretor de Relações com Investidores  new_infoconfirmationparcial
Sobre condições comerciais, atribui a dois anos de atuação próxima do time comercial junto à indústria, trazendo campanhas com preços muito agressivos bancados pela própria indústria — com destaque para higiene e beleza em maio, no aniversário — mas recusa apontar uma única categoria, afirmando que a melhora de condições ocorre em todas, inclusive genéricos, categoria que já tem margens altas. Sobre perdas de estoque, explica que a queda reflete melhora sistêmica de processos de suprimento, pricing, transporte, segurança e exposição de produto, sendo mérito dos times de logística e comercial; diz estar em níveis já muito bons com espaço para melhorar, e que quebra e despesas são os dois pontos de sua agenda pessoal em 2026. Não responde diretamente se a queda de perdas está ligada ao furto de GLP-1 nem quantifica a expectativa para o 2S.
▸ citacao
“Loss reduction, this is an indicator that is making us very proud, because when you reduce your stock loss levels, all the processes relative to supply and pricing are working better.”

Risks

high
Sobrecarga e instabilidade no canal digital causada por atualização da VTEX que funcionou em homologação mas não em produção, derrubando checkout e autenticação de PBM em múltiplos momentos do dia; como 80% das vendas de GLP-1 vêm do digital, o impacto recaiu diretamente sobre a categoria de maior crescimento da companhia.
risk.operational
medium
Dependência de fornecedor crítico de plataforma digital: a gestão reconhece que só há duas saídas — manter um grande parceiro (VTEX) ou desenvolver aplicativo próprio, o que exige tempo — mantendo a companhia exposta a falhas de terceiro no canal que mais cresce.
bm.key_suppliers
high
Base de comparação progressivamente mais forte (14% no 2T24, 18% no 2T25) limita o crescimento; a própria gestão afirma que não conseguirá sustentar same-store sales de dois dígitos altos e se recusa a dar guidance.
risk.execution
high
Queda do lucro por unidade em GLP-1: o medicamento de referência tinha margem de 17% com ticket alto, enquanto os similares têm margem percentual levemente melhor mas ticket muito menor, reduzindo o lucro absoluto por cartucho numa categoria que já responde por 8%-9% das vendas.
prof.margins
medium
Intensificação da concorrência em GLP-1 com cinco novos produtos aprovados pela Anvisa e outros quatro na fila; efeito ambivalente, pois pressiona ticket e preço mas tende a melhorar a margem do varejo e a recomposição pela indústria.
macro.competitive_landscape
medium
Rupturas de abastecimento em GLP-1: apesar de produção informada de 700 mil unidades por mês, a companhia relata stock out recorrente ('we're always out'), limitando a captura de volume.
bm.key_suppliers
medium
Furto e segurança em GLP-1, com necessidade de todas as redes expandirem a cadeia fria diante do crescimento acelerado da categoria; mitigado, segundo a gestão, pela distância do Paraguai, cujo contrabando se concentra no Sul e Sudeste.
risk.operational
medium
Quatro dias extras de estoque decorrentes da transição para o novo CD da Paraíba, equivalentes a cerca de R$ 200 milhões de caixa imobilizado (aproximadamente R$ 50 milhões por dia), com normalização prometida apenas para o 3T26.
cap.working_capital
medium
Estoque relevante de itens de baixo giro ainda presente nas lojas, identificado na última ronda de visitas há cerca de três semanas, apesar do trabalho iniciado no fim de 2024 — a maior alavanca pendente do capital de giro.
cap.working_capital
medium
Juros elevados persistentes contrariando as projeções internas da companhia, pressionando o resultado financeiro apesar do crescimento de 76,3% do lucro líquido no semestre.
prof.financing_costs
medium
Alto nível de endividamento da população, que demanda mais parcelas de pagamento enquanto a companhia reduz deliberadamente o parcelamento oferecido para preservar caixa — trade-off explícito entre vendas e gestão de capital de giro.
macro.demand_environment
medium
Capex de tecnologia ainda acima do esperado pelo mercado e sem previsão de desaceleração: a companhia declara estar na metade ou nem isso da jornada em canais digitais, ERP e sistemas logísticos, e afirma que deve acelerar os investimentos.
cap.capex
low
Reforma tributária exige investimentos adicionais para adequação às novas regras, ampliando a necessidade de capex de infraestrutura.
macro.regulation
low
Pressão pontual de ~50 pontos-base na margem bruta por efeitos não-caixa (AVP) e pelo período de pré-aumento de preços, quase totalmente neutralizada no trimestre mas dependente de que as melhorias estruturais se confirmem.
prof.margins
low
OTC foi a categoria de menor crescimento no trimestre, com desaceleração atribuída à sazonalidade de um inverno menos frio; a companhia não dispunha dos números regionais da categoria.
rev.business_segments

Participants

GESTÃO
· Jonas Marques (CEO)
· Luiz Novais (CFO e Diretor de Relações com Investidores)
ANALISTAS
· Danniela Eiger (XP)
· Lucas Esteves (Santander)
· Rodrigo Gastim (Itaú BBA)
· Yan Cesquim (BTG Pactual)
· Tales Granello (Safra)
· Vinícius Strano (UBS)
· Henrique Spavieri (Bradesco BBI)
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